PERNA AUSTRALIANA CHEGA AO FIM

Gabriel Medina, Rip Curl Rottnest Search 2021, Strickland Bay, Rottnest Island, Western Australia, Austrália, Swell, WA, West Oz. Foto: WSL / Dunbar
Gabriel Medina leva a melhor no Rottnest Search e dispara na liderança do Tour. Foto: WSL / Dunbar

O brasileiro Gabriel Medina venceu a sua segunda prova na temporada e ampliou a vantagem no ranking da World Surf League (WSL), mantendo ainda o Brasil com 100% de aproveitamento na perna australiana. Na decisão do Rip Curl Rottnest Search, em Rottnest Island, Medina superou o australiano Morgan Cibilic, que faz uma bela campanha em sua primeira temporada na elite mundial.

Antes de bater Cibilic pela terceira vez na perna australiana, o brasileiro levou a melhor no aguardado duelo de titãs contra o compatriota Italo Ferreira na semifinal. Na outra semi, Morgan passou pelo convidado Liam O´Brien, também da Austrália.

“Esse troféu é especial para mim, porque tem muita história. Quando eu comecei a competir no CT, meu sonho era disputar os eventos do Search para surfar ondas perfeitas e agora estou aqui novamente, com este troféu incrível.”, disse Gabriel Medina, que tinha vencido o último evento da série Rip Curl Search, em San Francisco em 2011, ano que entrou no CT. “Eu estava bem triste esse ano e nem queria vir para cá. Mas, minha mulher (Yasmim Brunet) falou: vamos, você está surfando, treinando, por que não está feliz? No final, foi a melhor decisão. Senti que superei as expectativas em todos os eventos aqui e todo mundo tem dias difíceis. O importante é ser forte, que tudo tem a sua recompensa”.

 

Esta foi a 28a final da sua carreira no CT e a 16a vitória, igualando o número de etapas vencidas pelo campeão mundial Martin Potter. Os maiores vencedores são Kelly Slater com 55 vitórias, Tom Curren com 33 e Tom Carroll com 26. Os dois últimos nos tempos que o Circuito Mundial tinha cerca de 30 a 35 etapas por ano.

“Estou muito feliz e nem acredito. Esse é o melhor início de ano da minha carreira”, disse Gabriel Medina, logo que saiu do mar em Rottnest Island. “Eu tive umas baterias difíceis contra o Conner (Coffin) e o Italo, mas sinto que estou surfando bem, do jeito que eu gosto. É uma bênção estar surfando essas ondas e viajando o mundo com a minha esposa (Yasmim Brunet). Estou com pessoas positivas ao meu lado e isso me deixa muito feliz. Quero agradecer ao Andy (King, seu treinador) pelo grande suporte e estou feliz por ganhar esse evento de novo, porque o outro troféu que ganhei em San Francisco, já está até com teias de aranha (risos)”.

Derrotado nas semifinais, Italo também falou sobre a sua boa participação na Austrália: “Sem dúvidas, foi uma perna australiana bem longa, mas consegui uma vitória e bons resultados, então no geral foi bom”, disse Italo Ferreira. “Tenho surfado bem, me divertido bastante, curtido a vida e está sendo um sonho. Estou muito empolgado e agora tem o Surf Ranch, que para mim sempre foi difícil surfar lá. Acho que preciso trocar uma ideia com o Kelly (Slater, idealizador da piscina), quem sabe ele libera umas ondas para eu treinar mais lá (risos)”.

Italo Ferreira, Rip Curl Rottnest Search 2021, Strickland Bay, Rottnest Island, Western Australia, Austrália, Swell, WA, West Oz. Foto: WSL / Dunbar
Italo Ferreira cai em ondas importantes na semifinal e termina em terceiro lugar. Foto: WSL / Dunbar

Na categoria feminina em Rottnest Island, a novidade foi Sally Fitzgibbons, que conquistou a primeira e única vitória da Austrália nas quatro etapas da perna australiana. Ela acabou tirando a vice-liderança de Tatiana Weston-Webb no ranking que continua com a havaiana Carissa Moore disparada na frente. A brasileira caiu para o terceiro lugar, seguida por mais duas australianas, as campeãs mundiais Tyler Wright em quarto e Stephanie Gilmore em quinto, agora empatada com a francesa Johanne Defay, vice-campeã na ondas de Strickland Bay.

“Essa vitória é muito especial, porque é possível que a gente nunca volte a competir nessa praia, então muito obrigado a todos por essa oportunidade”, disse Sally Fitzgibbons, que comentou sobre a perna australiana. “Com a pandemia do Covid-19, a gente nem sabia se teríamos eventos para competir ou não, então foi ótimo termos quatro etapas aqui. É difícil ter esquerdas boas no Tour, então aproveitamos ao máximo essas ondas daqui e foi uma final bem legal com a Johanne (Defay). Sem dúvidas, foi uma vitória importante para a Austrália e agora estou pronta para enfrentar o resto do mundo”.

O próximo desafio do Championship Tour acontece na piscina de ondas da Kelly Slater Wave Company, em Lemoore, Califórnia (EUA), no próximo mês de junho.

Confira mais detalhes sobre a etapa em Rottnest Island em nossas próximas atualizações.

Sally Fitzgibbons, Rip Curl Rottnest Search 2021, Strickland Bay, Rottnest Island, Western Australia, Austrália, Swell, WA, West Oz. Foto: WSL / Miers
Sally Fitzgibbons leva a melhor entre as mulheres. Foto: WSL / Miers

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO RIP CURL ROTTNEST SEARCH:

DECISÃO DO TÍTULO MASCULINO:

Campeão: Gabriel Medina (BRA) por 15,50 pts (8,50+7,00) – 10.000 pts
Vice-campeão: Morgan Cibilic (AUS) com 7,87 pts (7,27+0,60) – 7.800 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos:

1.a: Morgan Cibilic (AUS) 10.67 x 8.33 Liam O´Brien (AUS)
2.a: Gabriel Medina (BRA) 13.70 x 7.17 Italo Ferreira (BRA)

DECISÃO DO TÍTULO FEMININO:

Campeã: Sally Fitzgibbons (AUS) por 15,24 pts (8,17+7,07) – 10.000 pts
Vice-campeã: Johanne Defay (FRA) com 11,23 pts (7,23+4,00) – 7.800 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos:

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) 15.43 x 7.64 Tyler Wright (AUS)
2.a: Johanne Defay (FRA) 13.50 x 12.83 Carissa Moore (EUA)

Pódio do Rip Curl Rottnest Search 2021, Strickland Bay, Rottnest Island, Western Australia, Austrália, Swell, WA, West Oz. Foto: WSL / Dunbar
Finalistas da etapa no oeste australiano. Foto: WSL / Dunbar

TOP-10 DO RANKING 2021 DA WORLD SURF LEAGUE – 5 etapas:

1.o- Gabriel Medina (BRA) – 38.920 pontos
2.o- Italo Ferreira (BRA) – 30.235
3.o- Jordy Smith (AFR) – 22.505
4.o- Filipe Toledo (BRA) – 22.065
5.o- Morgan Cibilic (AUS) – 21.290
6.o- John John Florence (EUA) – 19.660
7.o- Conner Coffin (EUA) – 18.885
8.o- Griffin Colapinto (EUA) – 18.150
9.o- Kanoa Igarashi (JPN) – 17.460
10.o- Ryan Callinan (AUS) – 15.470
10.o- Yago Dora (BRA) – 15.470

Outros brasileiros:

14.o- Caio Ibelli (BRA) – 12.620 pontos
15.o- Miguel Pupo (BRA) – 12.055
18.o- Adriano de Souza (BRA) – 10.990
22.o- Jadson André (BRA) – 10.490
23.o- Deivid Silva (BRA) – 10.065
25.o- Peterson Crisanto (BRA) – 9.565
34.o- Alex Ribeiro (BRA) – 5.585

TOP-10 DO RANKING FEMININO DA WORLD SURF LEAGUE:
1.a- Carissa Moore (EUA) – 36.055 pontos
2.a- Sally Fitzgibbons (AUS) – 28.185
3.a- Tatiana Weston-Webb (BRA) – 27.540
4.a- Tyler Wright (AUS) – 26.050
5.a- Stephanie Gilmore (AUS) – 24.645
5.a- Johanne Defay (FRA) – 24.645
7.a- Caroline Marks (EUA) – 23.915
8.a- Isabella Nichols (AUS) – 20.945
9.a- Courtney Conlogue (EUA) – 17.095
9.a- Bronte Macaulay (AUS) – 17.095
9.a- Keely Andrew (AUS) – 17.095